Mudanças familiares mudam mercado imobiliário

Vida individualizada, matrimônio em crise, avanços econômicos, relação trabalhador – empresa modificada. Esses e outros fatores mudaram o hábito das pessoas e consequentemente, as moradias também foram afetadas. Anteriormente, as famílias buscavam grandes terrenos já pensando nos filhos e até mesmo em plantações que eventualmente poderiam fazer. Hoje, a busca é por apartamentos pequenos nos centros urbanos.

Com os pais trabalhando, a criança passa o maior tempo na escola e, por isso, o imóvel não necessita de um grande espaço destinado ao lazer. Sendo assim, um bom imóvel não é um local espaçoso, mas sim aquele que está perto da escola e do local de trabalho. Outra questão referente aos filhos, é que o número de pessoas por família é cada vez menor, outro motivo para uma diminuição da área dos imóveis.

Se diminuiu a quantidade de filhos por família, aumentou o tempo de permanência na residência dos pais. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004, 66% das famílias brasileiras contavam com a presença de jovens entre 25 e 29 anos que ainda não saíram de casa.

Esse fator faz com que aumente o poder de consumo nos lares brasileiros. Sendo assim a procura por veículos e imóveis de alto padrão aumenta, o que é bom para os corretores de imóveis. Atualmente, as pessoas valorizaram mais a área do estacionamento do imóvel do que o próprio tamanho da construção. Em uma família com quatro pessoas (pai, mãe e dois filhos) a média nacional é de três veículos.

Também existe o grupo de pessoas que prefere viver a vida solitariamente e esse número de pessoas está aumentando. Essa é mais uma justificativa para o tamanho atual dos imóveis, cada vez mais minúsculos.

William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br uma rede de portais de imóveis, como o portal de imóveis em Guaratuba | imóveisGuaratuba.com, presente em mais de 240 cidades do Brasil.

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