Crédito imobiliário cresce na China

A fraqueza do mercado imobiliário é o principal motivo para a situação ruim da economia na China. Nos primeiros meses de 2014, as vendas diminuíram 7%, enquanto o percentual de áreas construídas diminuiu 22%. Sem vender imóveis, as construtoras não conseguem pagar seus empréstimos e os bancos também podem ruir. Atualmente, 66% das famílias chinesas têm suas economias investidas no setor imobiliário, que representa 15% da segunda maior economia do mundo.

Para evitar o pior, o governo chinês anunciou medidas para estimular o setor. Trata-se das primeiras ações para impulsionar o mercado imobiliário desde a crise financeira de 2008. Alguns compradores poderão comprar imóveis sem entrada e sem juros hipotecários. O governo também contribuiu com as incorporadoras em crise. Com a baixa no mercado, essas instituições podem ter problemas no momento de honrar as dívidas. Por isso, os financiamentos para tais empresas foram prolongados.

Antes, os juros e os impostos dificultavam a compra de um segundo imóvel na China. Após as medidas, os compradores de segunda moradia podem conseguir descontos de até 30% nos juros hipotecários. O valor de entrada também caiu, de 70% para 30% do preço total do imóvel.

As medidas não despertam a confiança de muitos analistas chineses. “Provavelmente, estamos vivenciado uma estabilização a um nível baixo, o que não deve causar uma recuperação para o mercado. Os preços continuarão a cair, mas a um ritmo mais lento”, acredita o economista Zhu Haibin.

William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br uma rede de portais de imóveis, como o portal de imóveis no Rio de Janeiro | imoveisriodejaneirorj.com, presente em mais de 250 cidades do Brasil.

Crédito da imagem: free digitaphotos.

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