A Espanha foi um dos países mais afetados na crise de 2008. Com a introdução do Euro em 2002, a nova moeda estimulou a economia e o crédito teve uma expansão desenfreada; a compra de imóveis ficou facilitada. Com a crise, o desemprego e a desaceleração econômica a população ficou sem condições de arcar com as dívidas. A inadimplência foi imensa; cerca de 400 mil imóveis foram recuperados pelos bancos. A população ficou sem moradia e os imóveis desvalorizaram bruscamente.
Felizmente para os espanhóis, o mercado imobiliário começa a consolidar uma recuperação. As vendas cresceram 7% em julho na comparação com o mês anterior, enquanto os preços subiram mais de 4% e estão em níveis atingidos antes do início da crise, em 2007. Esses dados demonstram otimismo já que, a fim de evitar uma nova bolha, os credores realizam uma contenção do valor médio dos novos empréstimos para habitação.
O setor de imóveis na Espanha sofreu com problemas muito mais graves na comparação com o cenário atual brasileiro. Se eles se recuperaram, nós também podemos. A inadimplência no Brasil é baixíssima e a desaceleração econômica está longe de atingir os mesmos níveis.
A recuperação espanhola deve servir de exemplo para o Brasil. O mercado imobiliário é cíclico, alterna momentos positivos e negativos. É preciso calma nos momentos ruins para dar a volta por cima. Um corretor de imóveis experiente está acostumado com isso. Ele maximiza os lucros na fase boa e diminui os prejuízos na crise. Pense nisso!
William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br uma rede de portais de imóveis, como o portal na cidade de Pìnhais www.imoveispinhais.com, presente em mais de 260 cidades do Brasil.
Crédito da imagem: pixbay.com
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